Um relatório da organização sul-africana Intelwatch, publicado em 8 de Agosto de 2026, coloca o Ministério do Interior e o Grupo Boa Vida no centro de um debate sobre contratos de segurança avaliados em mais de 250 milhões de dólares.
. O documento "Biometrics, Border Control and Surveillance on Angola" analisa dois grandes projectos: um contrato de 112 milhões USD para controlo biométrico nas fronteiras com a empresa Dolinveste Lda. e a polaca T4B, e outro de 139 milhões USD com a húngara ANY Security Printing para passaportes biométricos e sistema nacional de identidade.
A Intelwatch questiona a falta de historial da Dolinveste em sistemas biométricos e aponta supostas ligações ao Grupo Boa Vida, associado ao empresário Tomaz Dowbor e ao ministro do Interior, Manuel Homem. O relatório também critica a ausência de concurso público e de escrutínio parlamentar.
Segundo organização, o novo sistema deverá incluir reconhecimento facial, impressões digitais, íris e voz em fronteiras, aeroportos e postos fluviais. O MININT e o SME não responderam aos pedidos de esclarecimento antes da publicação.
. Importante: As alegações são levantadas pelo relatório e não constituem conclusão judicial sobre crimes.
